30 de junho de 2026

Lula sanciona lei que cria Rota Turística da Fé em 13 municípios do Ceará

As estátuas de Nossa Senhora de Fátima no Crato, do Padre Cícero em Juazeiro e da Menina Benigna em Santana do Cariri foram contempladas na lei (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nessa segunda-feira, 29, a Lei nº 15.445, que cria a Rota Turística da Fé, iniciativa voltada à promoção do turismo religioso e ao desenvolvimento econômico em 13 municípios do Ceará.

De acordo com a nova legislação, os principais pontos turísticos da rota serão as estátuas de Padre Cícero, em Juazeiro do Norte; de Nossa Senhora de Fátima, no Crato; de Santo Antônio, em Barbalha; e de Menina Benigna, em Santana do Cariri — todos considerados símbolos da devoção popular na região.

A sanção da lei também foi assinada pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que destacou a importância do reconhecimento das manifestações religiosas e do potencial econômico associado ao turismo de fé.

"Ganham o guia de turismo, os pequenos negócios e o artesanato local. Nosso compromisso aqui no Ministério é estruturar cada vez melhor esses destinos, e a legislação vem, justamente, para dar mais apoio a quem faz o turismo crescer e acontecer", afirmou o ministro.

Cariri concentra um dos principais polos de turismo religioso do País

A região do Cariri está entre os principais destinos de turismo religioso do Brasil. Segundo dados do Anuário do Ceará, o Cariri recebe cerca de 2,5 milhões de visitantes por ano, grande parte motivada pela fé católica e pelas manifestações religiosas locais.

Conforme o Censo Demográfico de 2022, o município do Crato possui a maior proporção de católicos entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes: 91% da população se declara católica, enquanto a média nacional é de 56%.

Governo prevê apoio para infraestrutura e promoção dos destinos

Segundo o Governo Federal, os atrativos e as estruturas turísticas que integram a rota poderão receber apoio e investimentos para melhoria da infraestrutura, por meio de ações coordenadas entre os municípios e o Ministério do Turismo.

"A iniciativa contribuirá para preparar as cidades para receber mais visitantes e impulsionar ainda mais a divulgação dos roteiros turísticos", destacou o Governo Federal.

Confira os principais atrativos turísticos da rota:

Estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte;

Estátua de Nossa Senhora de Fátima, no Crato;

Estátua de Santo Antônio e Festa do Pau da Bandeira, em Barbalha;

Concentração da peregrinação para a Romaria da Menina Benigna, em Nova Olinda;

Igreja Matriz de Santana do Cariri e complexo turístico da Estátua da Menina Benigna, em Santana do Cariri;

Mirante de Nossa Senhora da Penha, em Campos Sales;

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, em Russas;

Santuário Mariano de Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, em Quixadá;

Estátua de São Francisco das Chagas, em Canindé;

Alto de Santa Rita e Igreja Matriz da Imaculada Conceição, em Redenção;

Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité

Complexo turístico de Santa Edwiges, em Caucaia

Santuário de Fátima, Seminário da Prainha e Catedral da Sé, em Fortaleza

Principais destinos:

Estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte;

Estátua de Nossa Senhora de Fátima, no Crato;

Estátua de Santo Antônio e Festa do Pau da Bandeira, em Barbalha;

Concentração da peregrinação para a Romaria da Menina Benigna, em Nova Olinda;

Igreja Matriz de Santana do Cariri e complexo turístico da Estátua da Menina Benigna, em Santana do Cariri;

Mirante de Nossa Senhora da Penha, em Campos Sales;

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, em Russas;

Santuário Mariano de Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, em Quixadá;

Estátua de São Francisco das Chagas, em Canindé;

Alto de Santa Rita e Igreja Matriz da Imaculada Conceição, em Redenção;

Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité;

Complexo turístico de Santa Edwiges, em Caucaia;

Santuário de Fátima, Seminário da Prainha e Catedral da Sé, em Fortaleza.

Publicado originalmente no portal O Povo +

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Câmara recebe projeto de lei que aumenta limite de MEI para R$110 mil em 2027

Governo propõe ampliar o limite de faturamento do MEI em 2028

Lula entre Hugo Motta e a ministra da Casa Civil Miriam Belchior em reunião para a entrega do projeto de lei (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se, ontem, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para entregar o projeto que amplia o teto de faturamento do microempreendedor individual (MEI) de forma progressiva, chegando a R$ 140 mil em 2028, e permitindo a contratação de até dois empregados. Amanhã, está prevista a audiência da comissão especial do reajuste do MEI na Câmara com o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, e representantes de confederações nacionais para debaterem as alterações propostas pelo Executivo.

Atualmente, o limite anual de faturamento do MEI é de R$ 81 mil. Com a mudança proposta pelo governo, o teto subirá para R$ 110 mil, em 2027, e alcançará R$ 140 mil, em 2028. Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Lula ressaltou que a medida busca corrigir uma defasagem acumulada ao longo dos anos.

"Fortalece os pequenos negócios, incentiva a geração de empregos e garante mais condições para milhões de brasileiros continuarem crescendo com segurança e dignidade", afirmou.

O projeto foi encaminhado ao Congresso como uma das apostas do governo para atualizar as regras do microempreendedor individual e ampliar as condições de crescimento dos pequenos negócios. A elevação gradual do limite reduz, segundo o governo, os impactos da mudança para empreendedores e para as contas públicas.

Formalização

Instituído em 2008, o regime do MEI foi criado para facilitar a formalização de trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores. Além de permitir a abertura de CNPJ e a emissão de notas fiscais, o enquadramento garante acesso à cobertura previdenciária (INSS), incluindo benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte, mediante o pagamento mensal de uma contribuição simplificada.

Pelas regras em vigor, o microempreendedor pode faturar até R$ 81 mil por ano e contratar apenas um empregado. Se ultrapassar esse limite de receita, precisa migrar para outro regime tributário, como o Simples Nacional, que reúne tributos em uma única guia de recolhimento, mas prevê uma estrutura de tributação e de obrigações fiscais diferente da aplicada ao MEI.

Segundo o governo, a atualização dos limites adequa a legislação à realidade econômica dos últimos anos e permite que pequenos empreendedores possam expandir atividades sem perder o enquadramento no regime simplificado. A autorização para contratar um segundo funcionário também é considerada incentivo à geração de empregos formais.

Hugo Motta afirmou que o projeto integra o rol de negociações conduzidas entre o Congresso e o Palácio do Planalto no âmbito da tramitação da proposta que altera a escala 6 x 1 de trabalho. "Essa matéria faz parte de uma negociação direta que liderei. A Câmara discute a matéria em comissão especial, incentivando a formalização e promovendo o desenvolvimento econômico", observou.

A proposta deverá ser analisada pela comissão especial da Câmara antes de seguir para apreciação dos deputados. Parlamentares trabalham para concluir a votação ainda antes do recesso legislativo, que começa em 18 de julho.

Entidades pedem urgência

O Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi) e a Associação Nacional dos SIMPI (Assimpi) enviaram um manifesto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo urgência na atualização do teto de enquadramento do microempreendedor individual e do Simples Nacional. No documento, as entidades criticam a resistência de estados e municípios ao reajuste e classificam como "desonestidade intelectual e moral" os argumentos contrários à medida. Segundo as duas entidades, o limite do MEI acumula uma defasagem superior a 82% em relação ao INPC e ao IGP-M.

O manifesto foi destinado, também, aos ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues Pereira. As entidades afirmam que a perda do poder de compra do teto alterou a realidade dos pequenos empreendedores.

As entidades salientam que um negócio que faturava R$ 100 quando o enquadramento foi criado, faturaria apenas R$ 18 dentro do limite corrigido pela inflação. O documento aponta ainda que existem, atualmente, 20 milhões de empresas na informalidade contra 17 milhões que permanecem formalizadas no MEI, segundo dados do governo federal citados pela Simpi e pela Assimpi.

O documento também rebate críticas de que a ampliação do teto poderia prejudicar empresas ou reduzir a arrecadação. Para as duas entidades, a legislação do Simples Nacional já prevê alternativas de enquadramento para empresas que ultrapassem o limite de faturamento — e ampliado a arrecadação tributária nas unidades da Federação desde a criação.

"Dizer que aumentar o teto prejudica as empresas é desonestidade moral e intelectual. A legislação já prevê que quem superar o limite pode optar por outro regime. Não existe dano nenhum. O que existe é um argumento falso sendo usado para proteger uma posição que não resiste a nenhuma análise honesta dos dados", criticou Joseph Couri, presidente do Simpi.

As entidades também questionaram o argumento de que o reajuste poderia representar perda de arrecadação para o governo federal. Segundo Couri, a ausência de atualização do teto já provoca perdas, pois empresas que deixam o sistema formal passam a não gerar arrecadação.

"A pergunta certa é outra: o governo prefere arrecadar menos ou continuar arrecadando zero de quem já está fora do sistema?", indaga.

Publicado originalmente no portal Correio Braziliense

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29 de junho de 2026

Altaneira realiza 5ª edição do Desafio Terras Altas

Largada do Desafio Terras Altas (Foto: Raimundo Soares)

Com participação de ciclistas das cidades de Altaneira, Aiuaba, Barbalha, Crato, Crato, Iguatu, Juazeiro do Norte, Nova Olinda, Santana do Cariri, Tarrafas e de Ouricuri-PE, realizou-se na manhã de ontem (28/06) na Trilha Sítio Poças a 71ª etapa de XCO, válida como 5ª edição do Desafio Terras Altas.

28 de junho de 2026

Classificação Geral do Desafio Terras Altas

Largada da 5ª edição do Desafio Terras Altas (Foto: Raimundo Soares)

Foi realizada na manhã de hoje (28/06) a 71ª etapa de XCO na Trilha Sítio Poças, válida como quinta edição do Desafio Terras Altas. 65 ciclistas estavam confirmados para a Prova, mas apenas 50 completaram pelo menos uma volta no Circuito. Confira a Classificação Geral:

Crise do bolsonarismo made in Ceará, por Marcelo Bloc

Michele não aceita a indicação Alcides ao Senado por imposição de André (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais)

A crise pública entre Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi desencadeada em função da disputa por uma vaga ao Senado no Ceará. Na avaliação da ex-primeira-dama, Flávio se alinhou ao grupo liderado pelo deputado federal cearense André Fernandes (PL) na disputa interna sobre a composição da chapa ao Senado.

27 de junho de 2026

Deputado reage e acusa Michelle de tentar impor "vontade particular" no Ceará

Alcides também questiona o que levaria Michelle a não apoiar sua pré-candidatura (Foto: Júnior Pio)

O pré-candidato do PL ao Senado, deputado estadual Alcides Fernandes, divulgou nesta sexta-feira, 26, um vídeo rebatendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) após críticas feitas por ela à articulação envolvendo o grupo bolsonarista no Estado e a aliança com Ciro Gomes (PSDB).

Presidente do PL afirma que Ciro "briga até com irmão", mas defende acordo

Valdemar Costa Neto defendeu a aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, informou que antecipou o retorno ao Brasil em função da crise instaurada entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em torno das articulações no Ceará. O dirigente partidário acompanhava a Copa do Mundo nos Estados Unidos e foi entrevistado na quinta-feira, 25, pela Rádio Gaúcha no aeroporto de Miami.

26 de junho de 2026

Vídeos de Michelle aprofundam racha com Flávio, PL tenta abafar crise e Girão agradece

Flávio Bolsonaro, Michele e Eduardo Girão (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais)

Nomes do PL atuaram nesta quinta-feira, 25, para tentar colocar panos quentes na crise instaurada pelos vídeos da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em que, entre outros assuntos, acusou o enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de "humilhá-la". A nova desavença entre os dois teve como estopim uma divergência a respeito da montagem de chapas no Ceará: enquanto uma ala do PL defende subir no palanque de Ciro Gomes (PSDB) para ajudar a tirar o PT do poder, a ex-primeira-dama queria o apoio do partido à candidatura do senador Eduardo Girão (Novo).

Michelle contra Ciro e André: Ceará e o umbigo do bolsonarismo, por Érico Firmo

Ciristas e bolsonaristas tentam amenizar fala de Michele Bolsonaro (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais)

Atribui-se a Virgílio Távora a frase segundo a qual o Ceará se acha o umbigo do mundo. Às vezes, parece ser mesmo. Neste momento, o bolsonarismo gira, ou capota, em torno do Ceará. As consequências começam pela montagem da chapa de Ciro Gomes (PSDB) e desembocam no palanque de Flávio Bolsonaro (PL).

Teresa Leitão assume Liderança do Governo Lula no Senado

Uma das primeiras atribuições da senadora Teresa será a reconstrução da ponte entre Lula e Davi Alcolumbre (Foto: Carlos Moura)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, ontem, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) líder do governo no Senado. Ela substitui Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função pelo desgaste das investigações da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master. O nome da parlamentar era ventilado desde o fim de semana, quando o senador foi convencido a deixar o posto para não contaminar a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está na frente de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa, segundo as recentes pesquisas de intenção de voto.