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Ronaldo Caiado é governador do Estado de Goiás, mas o lançamento foi em Salvador-BA (Foto: Reprodução/UB) |
Condenado pela Justiça Eleitoral goiana a oito anos de inelegibilidade, Caiado disse que deixará o cargo no ano que vem para concorrer ao Planalto e que a gestão ficará com o vice-governador, Daniel Vilela (MDB), que, inclusive, lançará sua própria candidatura ao governo do estado, fato que vem sido comentado por ambos desde 2024.
No discurso, Caiado disparou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve tentar a reeleição. Ele afirmou que o país não tem um plano de governo e que o petista empurra para prefeitos e governadores as responsabilidade econômicas.
"O governo Lula não tem plano de governo. Ele não sabe para que veio. Na hora que ele implanta uma taxa de juros de 14,25%, na hora que implanta o processo inflacionário no país, ele toma duas medidas — o que é característico do incompetente e de quem não gosta de trabalhar: passar a responsabilidade para os estados e para os prefeitos", disparou. "O problema da cesta básica é dos estados e dos prefeitos. Pelo amor de Deus, Lula, você não dá conta de governar. Deixa a gente chegar lá e tomar conta deste país, botar comida na mesa do cidadão."
Mesmo sem citar nomes, Caiado ainda criticou a escolha da deputada Gleisi Hoffmann para a Secretária de Relações Institucionais (SRI), afirmando que tê-la na articulação do governo com o Poder Legislativo é "elefante em uma casa de louça". "Aí, vem o segundo golpe: agora tem uma líder lá, foi colega nossa no Parlamento, no Senado, e todo mundo sabe que a única característica que ela tem é não saber articular. E ele botou ela como secretária de articulação política no governo. É um elefante em uma casa de louça", afirmou.
Mais
segurança
O gestor goiano enfatizou, também, a própria atuação no estado, focada na pauta de segurança pública. Ele destacou que Goiás tinha quatro cidades entre as mais perigosas do país quando assumiu o posto. "E foi naquela hora, na frente da minha tropa, na posse de governador do estado que eu disse: 'O primeiro mandamento do governador Ronaldo Caiado é ou bandido muda de profissão ou o bandido muda de estado", esbravejou.
Ele
citou a escalada de atuação das facções criminosas pelo Brasil, que, segundo
disse, impedem o pleno exercício do Estado Democrático de Direito. "Não
existe Estado Democrático de Direito onde há a ação de facções criminosas. Não
existe isso na Europa. Isso só existe num país em que o governo é complacente
com o crime. Essa é a realidade", afirmou. "Porque nós, em Goiás, não
temos a criminalidade que tinha há seis anos. Nós temos a melhor polícia do
Brasil, mas também porque tem um governador que acompanha as ações da polícia
para ela agir no estado."
Publicado
originalmente no Correio Braziliense
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