Aos
gritos de “Fora Yoani”, a blogueira cubana Yoani Sánchez (foto) foi recebida na
madrugada dessa segunda-feira (18) por movimentos solidários a Cuba, enquanto
desembarcava no Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife (PE). Segundo o site Brasil247, uma
das faixas chamou a dissidente de “agente do serviço dos EUA contra o povo
cubano” e um ativista tentou esfregar dólares no rosto de Yoani. “Isto é a
democracia”, respondeu a blogueira.
Depois,
a ativista pegou o avião para o Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo
Magalhães, em Salvador, onde também foi recebida com repúdio por manifestantes.
O
Brasil é a primeira escala de uma viagem de 80 dias de Yoani pelo mundo. Ela
foi beneficiada por uma reforma migratória, realizada pelo governo cubano e,
para viajar, precisou apenas do passaporte e visto.
No
Brasil, a ativista tem atividades programadas até o próximo sábado (23). Entre
elas, está a participação na exibição do documentário “Conexão Cuba-Honduras”,
do cineasta Dado Galvão, em Salvador e Feira de Santana. Ela também participa
de palestra no jornal Estado de S. Paulo e do programa Roda Viva, da TV
Cultura, ambos na quinta-feira (21). Conforme noticiou a imprensa, o objetivo é
denunciar as restrições à liberdade vivenciadas em Cuba pelos lugares em que
passar.
Reconhecida
internacionalmente como uma das maiores opositoras do governo cubano, Yoani
Sánchez é autora do blog Generación Y e é apoiada pelos Estados Unidos. De
acordo com documentos divulgados pelo Wikileaks, a blogueira se reúne
frequentemente desde 2008 com representantes da Repartição de Interesses dos
EUA, em Havana, de quem recebe instruções.
Em
telegrama escrito pelo chefe da repartição, Jonathan Farrar, em 9 de abril de
2009, ele chegou a dizer que os EUA deveriam concentrar esforços na dissidente,
lhe oferecendo mais apoio. “Pensamos que a jovem geração de dissidentes
não-tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar um papel em longo prazo
em uma Cuba pós-Castro”, diz a mensagem.
Yoani
também é financiada pela SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) com um
salário de 6 mil dólares por mês. Ela ainda é correspondente do jornal El País,
em Havana. Com o que recebe, a blogueira tem um padrão de vida muito acima da
maioria da população cubana.
Apesar
do reconhecimento internacional, a ativista não é conhecida pelos cubanos. De
acordo com uma enquete realizada pela mesma Repartição de Interesses dos EUA,
publicada pelo Wikileaks, apenas 2% dos que responderam à pesquisa sabem quem é
Yoani.
O
seu blog Generación Y, traduzido em 21 idiomas, também não tem impacto na
audiência em Cuba nem internacionalmente, o que faz crer que sua fama é
principalmente entre os mais tradicionais e conservadores meios de comunicação.
Conforme ressalta o jornalista Altamiro Borges, o medidor especializado na web
Alexa.com. indica que o blog da dissidente ocupa o lugar de 99.444 no raking
mundial. Já o Twitter da blogueira conta com cerca de 50 mil perfis fantasmas,
de acordo com pesquisa do jornalista do Le Monde Diplomatique, Salim Lamrani.
Com
informações Portal Brasil de Fato
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